Faltam poucas semanas para a data que mais mexe com a rotina de quem voa drone no Brasil. Em 1º de julho de 2026 entra em vigor a nova ICA 100-40, e isso afeta praticamente todo piloto — inclusive quem usa os modelos mais leves, abaixo de 250 gramas. Desta semana a gente foca no que realmente importa agora: como se preparar, na ordem certa, para não ser pego de surpresa. No fim, ainda trazemos uma novidade boa do ecossistema DJI.
A conta regressiva começou
Segundo portais especializados e o próprio DECEA, a nova edição da ICA 100-40 (Portaria DECEA nº 2.094) passa a valer em 1º de julho de 2026. A principal mudança continua de pé: a autorização de voo no SARPAS (DECEA) passa a ser exigida também para drones de até 250 g em operações a céu aberto.
O Brasil já ultrapassou 133 mil drones registrados, o que mostra como o céu anda movimentado — e ajuda a entender por que as regras estão ficando mais organizadas.
“RBAC 100 x ICA 100-40”: não é briga, são coisas diferentes
Você talvez tenha visto por aí que existe um “conflito” entre o RBAC 100 (ANAC) e a ICA 100-40 (DECEA) no caso dos drones leves. Na prática, não há contradição — os dois tratam de objetos diferentes:
- O SISANT (ANAC) é o cadastro da aeronave — identificação do equipamento.
- O SARPAS (DECEA) é a autorização de acesso ao espaço aéreo — a permissão para aquela operação.
Por isso a ANAC pode manter a isenção de cadastro para os sub-250 g recreativos e, ao mesmo tempo, o DECEA pode exigir autorização para o uso do espaço aéreo. São agências diferentes, cuidando de etapas diferentes do mesmo voo.
O passo a passo para chegar em julho em dia
Como o SARPAS NG só aceita aeronaves que já estão no SISANT, na prática até quem voa um modelo leve vai precisar passar pelo cadastro. A boa notícia: dá para deixar tudo pronto com antecedência. A ordem sugerida é esta:
- Cadastre o drone no SISANT (ANAC), mesmo que ele seja abaixo de 250 g. Ao final você recebe o código no formato PP-XXXXXXXXX, que deve ficar afixado no equipamento.
- Crie seu perfil no SARPAS NG (DECEA) usando o mesmo documento do SISANT — se cadastrou com CPF, registre como pessoa física; se foi CNPJ, como organização.
- Sincronize a aeronave com o botão de sincronização do SISANT, para o drone aparecer automaticamente no seu perfil do SARPAS.
- Solicite a autorização de voo na categoria correta. Para uso recreativo (categoria PR), não é exigido o seguro RETA.
Um detalhe que evita dor de cabeça: faça o cadastro com calma, antes do dia do voo, e não na pressa do local.
Fiscalização apertou — vale voar certinho
Em 2026, órgãos como ANAC e Anatel intensificaram a checagem, e a operação irregular pode render multa administrativa, apreensão do equipamento e até responsabilidade civil ou criminal em caso de risco à aviação tripulada ou dano a terceiros. No segmento agrícola, a fiscalização integrada (com o MAPA) chegou a apreender aeronaves em campo, com multas que passam de R$ 30 mil.
Vale lembrar também que todo drone que opera por radiofrequência precisa de homologação na Anatel — independentemente do peso. Comprar um modelo já homologado e oficial poupa muito problema lá na frente.
Novidade boa: firmware DJI de maio chegou
Para fechar com algo leve: em maio de 2026, a DJI liberou uma rodada de atualizações de firmware que cobriu o Mavic 4 Pro, o Mini 5 Pro e o Air 3S, além dos controles RC Pro 2 / RC 2 e do app DJI Fly. As melhorias focam em experiência de bateria e correção de pequenos problemas. Manter o firmware em dia continua sendo o jeito mais simples de voar com estabilidade.
Conte com quem é autorizado DJI desde 2015
Mais regras não precisam virar mais estresse — precisam de um bom ponto de partida. Comprando na Drone Air, revenda autorizada DJI desde 2015, você leva produto oficial, homologado, com nota fiscal e garantia, o que torna o cadastro no SISANT muito mais simples.
Quer começar com um modelo leve e completo? Conheça o DJI Mini 5 Pro — câmera de 1 polegada em menos de 250 g. Ficou com dúvida sobre o cadastro? Fale com a gente no WhatsApp que orientamos você passo a passo.
Como boa parte das informações vem de análises de portais especializados, confirme sempre os detalhes nos canais oficiais da ANAC e do DECEA antes de voar — a interpretação de cada tipo de operação pode variar.


